Uma pequena história sobre transferência de calor e sua relação com papelão ondulado.
Para entender a transferência de calor em uma onduladeira pode ser útil compará-la ao fluxo da energia elétrica.
O fluxo de energia térmica segue basicamente as mesmas regras que o fluxo de eletricidade, exceto que é muito mais lento. Quando um resistor é inserido em um circuito elétrico, ele causa uma queda de tensão sobre si mesmo. Quando um isolante (substância) é inserida em um circuito de transferência de calor, causa uma queda de temperatura através desse isolador.
Para que a corrente elétrica flua, deve haver-se uma diferença de tensão: quanto maior a diferença, maior a vazão (amperagem). Para que a energia térmica flua, deve haver uma diferença de temperatura: quanto maior o diferencial, mais rápida é a transferência de calor.
Isso explica por que a abordagem convencional de reduzir a temperatura das últimas seções de placa da mesa quente não é produtiva, pois reduz o diferencial de temperatura entre o papel já aquecido e essas placas e assim diminui a taxa de transferência de calor. Faz mais sentido colocar os pratos mais quentes no final, para manter um maior diferencial de calor entre as placas e o papel aquecido.
IMAGEM CROQUI FLUXO DE ENERGIA TÉRMICA
Como a eletricidade, o calor flui (transfere-se) mais rapidamente quando há contato íntimo (baixa resistência), para que possa transferir por condução.
Para promover o contato íntimo na seção da placa quente de um corrugador, a placa precisa ser empurrada firmemente para baixo uniformemente em toda a máquina.
O papel é, em essência, uma esteira porosa contendo fibras de celulose, químicos e ar, com alta resistência a fluxo de calor. Mesmo uma fina camada de ar de 0,001polegada entre a superfície de aquecimento e a placa reduz drasticamente a taxa de transferência.
Como a transferência de calor através de um isolante é lenta, o tempo de exposição da chapa de papelão à superfície de aquecimento é um fator importante.
Pense duas vezes antes de encurtar uma seção de placa quente, pois o tempo de exposição mais curto tornará mais difícil de alcançar a temperatura necessária para gelatinizar e endurecer a cola de base amido. O tempo de aquecimento mais curto também requer que um adesivo base amido seja aquecido a uma temperatura mais elevada para obter uma gelatinização aceitável.
Quando colocamos nesta equação a água presente na cola podemos constatar a importância de um adesivo muito bem ajustado para que a quantidade de água presente na cola seja suficiente para gelatinizar a cola, porém que não seja em excesso para que a chapa final permaneça úmida.
O uso do aditivo Smartgum MC resolve este dilema. Quando adicionado na cola, o aditivo otimiza a absorção de água pelo amido para apenas aquela necessária a sua gelatinização, sem excesso na chapa, facilitando os processos de secagem e cura, proporcionando uma colagem segura e robusta de suas chapas.