Ao longo das últimas décadas, muitos dos aspectos manuais de se fazer adesivo de amido foram automatizados. A maioria das cozinhas de amido são projetadas para terem: água, amido de milho e soda cáustica líquida adicionada a cada lote de adesivo sem qualquer envolvimento manual do operador. A adição de resinas resistentes à umidade, antiespumantes, penetrantes e biocidas também foram automatizados. Cada um desses ingredientes é dispensado e medido automaticamente a partir de um contêiner a granel.
Em praticamente todas as plantas do Brasil, o bórax ainda é comprado em sacos que são manualmente levantados, cortados e esvaziados no funil de bórax na plataforma de amido.
A pergunta é existem outras alternativas? Começamos respondendo que sim.
Mudanças no Exterior
Visando modificar este cenário e devido a principalmente problemas ergonômicos e de saúde (manipulação do bórax em pó), na Europa a maioria das plantas já utiliza o bórax líquido, que é normalmente entregue em lotes a granel. Um container pode fornecer à cozinha de amido suficiente bórax líquido para 2 – 3 semanas, dependendo do número e tamanho de lotes feitos a cada dia. Esta é uma significativa melhoria sobre o processo com bórax em pó, que requer que um operador suba na plataforma para levantar, cortar e despejar sacos de 25 kg de bórax no funil algumas vezes ao dia.
A América Latina e EUA estão seguindo o exemplo da Europa, e muitas plantas nesta região tem transacionado, ou estão atualmente em transição de bórax em pó para líquido. No Brasil o assunto ainda é incipiente.
Em parte devido a ausência de fornecedores de bórax líquido.
A maioria dos novos sistemas de mistura de amido dos principais fabricantes da Europa já são projetados para usar bórax líquido como ingrediente.
Fora do Brasil, o bórax líquido está disponível em várias formas e variedades. Pode ser adquirido como uma solução de 45% ou como uma solução de 97% .
A vantagem da maior concentração é que requer menos volume por lote de adesivo, levando a menos manuseio de materiais e menor custo de transporte.
Outra opção que está sendo desenvolvida seria o uso de aditivos que substituem o bórax, especialmente na Europa. Até o momento não conseguimos identificar nenhum produto que sozinho que consiga substituir o bórax em seu papel de reticulação e manutenção das características da cola.
Porém já existem empresas na Europa que oferecem um uso combinado de um aditivo de reticulação mais a soma de um composto derivado do alumínio que substitui o uso do bórax, sendo aplicado de forma líquida mantendo a total automatização dos componentes da cola.
E mantendo os níveis de custo comparados ao uso do bórax.
Os resultados são promissores, agora nos resta esperar para ver até quando esta novidade será oferecida a nossas plantas no Brasil.
A adoção do bórax líquido ou um substituto, é semelhante a mudança ocorrida na indústria de ondulados da soda seca para soda cáustica líquida muitos anos atrás, segurança dos funcionários e eficiência operacional impulsionaram e vão continuar impulsionando a transição.