A definição de viscosidade é: a resistência de um fluído ao movimento, no caso de líquidos, a viscosidade se deve principalmente as forças elétricas de coesão das moléculas que estão presentes no líquido. No caso da cola de onduladeira ela é o que chamamos de fluido não newtoniano, pois não apresenta taxas de deformação proporcionais às tensões cisalhantes aplicadas. Ou seja, não diminui ou aumenta a viscosidade proporcionalmente ao cisalhamento (agitação) aplicado. Apesar de que quando submetido ao cisalhamento (movimento) a cola diminuí sua viscosidade.
A viscosidade da cola é conferida basicamente por dois componentes, o amido e o bórax:
O amido que confere viscosidade a cola é principalmente aquele utilizado na 1ª fase do preparo, quando cozido ou gelatinizado, ele retém moléculas de água e do amido “in natura” (crú) adicionado na segunda fase, ou seja, quanto mais amido na 1ª fase do preparo, mais aumenta a viscosidade da cola. Esta água que fica ligada nas moléculas de amido é o que produz o aumento da viscosidade do meio, a água se liga tanto nas moléculas do amido da primeira quanto da segunda fase, porém como o amido da primeira fase foi pré-gelatinizado pela soda e agitação, suas moléculas estão mais “expostas”, absorvendo uma quantidade infinitamente maior de água, portanto se você deseja aumentar ou diminuir a viscosidade de sua cola, a melhor opção é alterar o amido da primeira fase, aumentando ou diminuindo-o, lembre-se de manter os sólidos totais da cola, jogando para segunda fase o amido retirado da primeira, ou retirando da segunda o amido que aumentar na primeira fase.
Com relação ao bórax, o aumento da viscosidade por sua adição na cola, se dá por um fenômeno conhecido como reticulação, que nada mais é que a reação das moléculas do bórax com o amido, promovendo um emaranhado na molécula deste, que retém mais água, o que por sua vez, aumenta consideravelmente a viscosidade da cola.
As viscosidades nas colas são normalmente adaptadas para o tipo de Onduladeira e sua velocidade de rodagem, as principais alterações que ocorrem na cola quase sempre ocorrem no seu principal componente, ou seja, no amido (seja ele de que fonte for), como o amido é uma molécula muito grande e complexa, ele está sujeito a muitas reações químicas (especialmente por estar em um meio extremamente alcalino), as reações de reticulação são especialmente importantes por conferirem esta viscosidade e um corpo ideal para a aplicação das colas, porém estas mesmas reações são muito fáceis de serem revertidas, pois as colas estão sempre sofrendo processos de cisalhamento em um meio cáustico, isto com o passar do tempo leva a quebra das ligações de reticulação derrubando a viscosidade da cola (por este motivo as colas são produzidas diversas vezes ao dia em bateladas). Como dito anteriormente,a reação de reticulação na cola de onduladeira ocorre entre o amido e o bórax, porém como o bórax possui uma molécula relativamente pequena, esta reação não é permamente, e sofre com instabilidade.
Com a queda de viscosidade a performance da cola fica comprometida, pois com menor viscosidade a cola tende a perder muito rapidamente a água quando é transferida do rolo de aplicação para a crista do corrugado, com isto falta água para o processo de gelatinização do amido na mesa quente, o que poderá proporcionar sérios problemas de descolamento, além disto viscosidades mais baixas tendem a produzir mais respingos nos rolos de transferência, causando desperdício de cola.
Um dos principais atributos do aditivo Smartgum MC é justamente atuar sobre este cenário.
O aditivo Smartgum MC promove um processo de reticulação junto ao amido que possui uma estabilidade muitas vezes mais forte quando comparado ao bórax, principalmente devido a seu tamanho de molécula. Com a utilização do aditivo Smartgum MC sua cola ganha uma estabilidade sem igual, mesmo em um meio alcalino e sob cisalhamento a cola permanecerá com uma viscosidade e corpo estáveis, sendo estes fatores primordiais para manutenção de velocidades mais altas na rodagem da onduladeira.