Nas empresas de papelão ondulado, denominamos como efeito “splash” quando ocorre uma grande quantidade de respingos na transferência da cola entre o rolo de transferência e o papel corrugado.

Basicamente este fenômeno ocorre por 2 motivos: viscosidade baixa da cola ou estrutura da cola muito alongada (como demonstrado na imagem acima).

A viscosidade mais baixa da cola provoca respingos quando a velocidade da onduladeira alcança um determinado valor, existem duas alternativas para minimizar este efeito, que seriam diminuir a velocidade ou aumentar a viscosidade da cola, alterando a relação soda x bórax ou o amido da 1a etapa.

Já quando falamos sobre a estrutura da cola, que podemos chamar também de filamentosidade. Este é um dos atributos de um adesivo que afeta seu comportamento na onduladeira, sendo este a sua propensão para formar filamentos quando é puxado.

Todos nós já vimos alguém mergulhando o polegar e o indicador no adesivo e, em seguida, separá-los para verificar a formação do filamento entre eles. Isto é o que costumamos chamar de estrutura da cola. Este é um teste rápido e útil, mas muito subjetivo e inconsistente.

Fora de nossa realidade, já existem equipamentos que fazem essa medição.

A estrutura da cola pode ser baixa, média ou alta, e é particularmente importante considerando-se o ponto em que a curvatura da onda (no miolo corrugado) deixa o contato com o filme de adesivo na superfície do rolo de transferência de cola.

O ideal para uma cola de onduladeira é que este filamento não seja longo, pois quando este filamento se estica entre o rolo de transferência e o corrugado o seu arrebentamento (splash) vai transferir cola aleatoriamente para o vale do miolo corrugado (ao invés de transferi-la somente para a crista da onda), muita cola se perde sem nenhum efeito de colagem, apenas aumentando a umidade do miolo). Este fato além de causar um desperdício de cola ainda pode vir a ser causador de problemas de descolamento, por falta de cola na onda e excesso de umidade do miolo.

Como dissemos acima, apesar de ser empírico, o teste da cola entre os dedos ainda é nossa realidade, o ideal de uma cola é que este “esticamento da cola” não passe de 1cm.

A estrutura da cola é influenciada por fatores como:

  • Tipo de amido (mandioca e trigo são mais propensos a apresentar maior filamentosidade);
  • Formulação da cola, especialmente do preparo da 1ª fase. Com maior ênfase para o bórax, que em maiores concentrações do que o necessário é um dos principais fatores que aumentam a filamentosidade da cola.

Nestes casos refazer o balanço de soda x bórax da cola pode ajudar bastante, baixando-se proporcionalmente os 2 componentes teremos menos formação de metaborato na cola, o que provoca uma diminuição na filamentosidade.

Nos casos mais graves, onde não seja possível o controle da filamentosidade através desta mudança, nossa recomendação é a de que seja adicionado na cola um aditivo modificador de reologia.

A reologia da sua cola pode ser aprimorada com o uso do Aditivo SMARTGUM MC da Novelty-Partners, que irá conferir a sua cola vários benefícios. Dentre um dos principais está a adequação da estrutura da cola, com o uso do aditivo sua cola fica com uma estrutura curta (sem formação de longos filamentos), otimizando a transferência entre o rolo e o miolo corrugado, proporcionando uma colagem efetiva e com economia de cola.