Muitos clientes tem dúvidas sobre os amidos que usam para fabricação de suas colas, especialmente quando tem de se decidir sobre uma troca de fornecedores, afinal os amidos são todos iguais?
É de conhecimento de todos que o principal componente das colas de onduladeira é o amido.
Na prática são feitas colas de onduladeira pelo mundo afora com amidos de batata, trigo, milho e mandioca.
No Brasil utilizamos normalmente amidos de milho e mandioca.
Os amidos são polímeros de glicose de alto peso molecular que se unem formando cadeias lineares (amilose ) ou cadeias ramificadas (amilopectina), as proporções entre amilose e amilopectina variam de acordo com a fonte do amido, quanto mais amilose tem o amido, maior será sua retrogradação (aumento de viscosidade no resfriamento após cozimento), o que limita a quantidade de uso do amido na 1ª fase do preparo da cola. Na fabricação de cola o mais usual é o uso do amido nativo (tal qual é extraído de sua fonte), por ser o mais disponível e o mais barato.
Normalmente a composição do amido de milho (mais comum encontrado em nossas colas) é a seguinte:
- Água – entre 10 e 14%
- Minerais < 0,1 %
- Proteínas < 0,25 %
- Amido acima de 85%
O mais impactante na produção da cola (além do amido é claro) é o teor de proteínas, se este valor for muito alto, estas proteínas acabam reagindo com a soda e diminuem a sua performance no processo de gelatinização do amido , quanto mais baixo for o teor de proteínas melhor será a qualidade da cola.
Em alguns casos específicos encontramos empresas usando especialmente na 1ª fase da cola os amidos modificados, que a priori são dois tipos: amido hidrolisado e amido oxidado.
Os amidos hidrolisados são os amidos que sofrem um tratamento ácido (normalmente HCl) que promove quebra de ligações aleatórias, seja nas cadeias de amilose ou amilopectina, estas quebras de cadeia promovem uma diminuição na viscosidade do amido quando comparados as mesmas concentrações de amido nativo, com isto se consegue aumentar a quantidade de amido usado na 1ª fase do preparo, o que propicia uma melhor adesividade da cola.
Os amidos oxidados seguem a mesma lógica de aplicação, porém sua modificação é feita por oxidação com agentes oxidantes (comercialmente Hipoclorito de sódio) dependendo do grau de oxidação, a quantidade de uso do amido oxidado pode ser ainda maior que a dos amidos hidrolisados, pois nesta modificação a retrogradação é bem menor.
Atualmente são bem poucas indústrias que encontramos utilizando amidos modificados, seja pelo custo maior de aplicação, ou pela real falta de necessidade.
Com uma cola bem feita e ajustada a base de amido nativo, cola-se praticamente todos os tipos de composição.
O papel do amido na cola é realizar na prática a colagem, ele é o agente de adesão. Nas metodologias de preparo da cola mais utilizadas em nosso país (Stein Hall e High Shear) o amido é utilizado em duas fases distintas, mais ou menos dividido entre 10 e 20 % na primeira fase e 80 a 90% na segunda fase.
Os amidos da 1ª e 2ª fase têm funções diferentes.
1° Fase: Promover o tack inicial (ou tack verde) da cola, para uma melhor pega no momento que a cola é transferida do rolo de aplicação para o papel; Auxiliar a manutenção do amido da 2ª fase em suspensão através da adsorção dos seus grânulos; Ser um dos parâmetros controladores da viscosidade da cola (aumentando-se o amido na 1ª fase aumenta-se a viscosidade da cola e vice versa).
2° Fase: Promover a gelatinização e efetivamente a colagem das chapas.
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