As colas de papelão ondulado são produzidas basicamente com água, amido (milho, mandioca, trigo, batata etc), soda cáustica e bórax, em alguns casos são utilizados aditivos de colagem e para resistência a úmido (RU).
Devido a sua forma de preparo e a sua composição extremamente alcalina, estas colas possuem uma vida útil bastante curta. Por esse motivo as indústrias de papelão optam por fazer várias bateladas de cola durante o dia, para garantir o máximo possível a manutenção da estabilidade da cola.
Mas o que seria este quesito estabilidade?
Estamos falando sobre os parâmetros da cola (viscosidade, teor de sólidos, ponto gel) que são de extrema importância na obtenção de uma boa colagem, por isto é muito importante que os mesmos se mantenham o mais próximo possível em do valor obtido no momento em que a cola foi produzida até sua utilização por completo.
Como já dissemos, por estar em um meio extremamente alcalino cola sofre mais influência de fatores como a temperatura e o cisalhamento.
O meio alcalino ajuda a “abrir” a mólecula do amido e facilitar (neste caso diminuir a temperatura do ponto gel) a gelatinização do mesmo na 1° fase de preparo da cola.
A mólecula de amido aberta facilita a absorção de água, por isso a gelatinização na 1° fase é tão importante como suporte do amido cru para manter todo o amido em suspensão, como para ajustar a viscosidade da mesma.
Esta molécula de amido “aberta” absorve água e isto é o que proporciona a viscosidade da cola. Isto é mais eficiente na formação da gelatina do que na segunda fase do preparo, significando que até 80% da viscosidade da cola vem da etapa da formação da gelatina.
Na prática o que vemos de mais comum é uma perda de estabilidade por alteração da viscosidade, principalmente o seu decréscimo. Fatores como o cisalhamento por bombeamento ou circulação da cola por tubulações de longas distâncias podem provocar quedas na viscosidade, que realmente podem causar sérios problemas de descolamento. As quedas de viscosidade também podem ser causadas por alta contaminação microbiológica, o que pode ocorrer com restos de cola que sobram de um dia para outro de uso, especialmente em locais onde a temperatura fica acima dos 25°C.
Em relação ao aumento da viscosidade é uma situação um pouco mais difícil de ocorrer, porém se a temperatura da cola subir até próximo aos 50°C, os grânulos do amido cru da segunda fase podem intumescer (inchar) e provocar um aumento considerado na viscosidade.
A alteração do teor de sólidos e do ponto gel são mais raras de ocorrer e quando ocorrem, são alterações pequenas e não são suficientes para provocar problemas na colagem.
Como já podemos observar o parâmetro mais importante para ser controlado em relação à estabilidade é a viscosidade, e como fazê-lo?
Como o componente principal da viscosidade é o amido, é nele que devemos nos focar, os amidos possuem hidroxilas em suas extremidades que são muito reativas, quando esta reação ocorre com o bórax ou com aditivos químicos promovendo uma reticulação a viscosidade sobe, porém este processo pode ser reversível pela ação da soda e do cisalhamento, o que faz com que a viscosidade caia.
Manter este processo de reticulação estável é o desafio, isto pode ser obtido:
- Minimizando o cisalhamento da cola;
- Usando uma formulação com proporções ajustadas de bórax e soda;
- Fazendo uso de algum aditivo que mantenha a estrutura da reticulação por mais tempo.
A Novelty Partners desenvolveu um aditivo para as colas, o Smartgum MC que atua promovendo um processo de reticulação do amido muito mais estável do que aquele obtido pelo bórax, com isso o aditivo mantem estáveis às ligações químicas entre as moléculas do amido, mesmo sob ação da soda e do cisalhamento, isto faz com que as quedas de viscosidade no processo sejam bem menos notadas, facilitando um ajuste de rodagem para onduladeira durante toda utilização da cola.Para maiores informações sobre o aditivo MC Smartgum entre em contato através do email: paulo.jordao@nvty.com.br ou pelo fone (41) 3372 3372.