Como já comentamos em muitos posts anteriores, a elaboração de uma formulação de cola para sua onduladeira começa na avaliação de alguns parâmetros que vão indicar qual será a formulação mais eficiente para cada caso.

É importante que se diga que o ajuste final da cola é específico para cada realidade (a sua empresa em particular), porém alguns detalhes independente da onduladeira devem ser seguidos para que se obtenha a melhor performance da cola.

O que sempre recomendamos é que a cola deve ser baseada em alguns fatores principais, que seriam:

  • TIPO DE PAPEL QUE SERÁ COLADO;
  • TIPO DE ONDA;
  • TIPO DE CHAPA (SIMPLES, DUPLA, TRIPLA etc);
  • CARACTERÍSTICA DA ONDULADEIRA.

Depois de estudar estes parâmetros e elaborar uma formulação ideal partimos para prática, as vezes serão necessários algumas fabricações e pequenos ajustes para se chegar a formulação ideal, depois disto basta manter a reprodutibilidade.

Nos casos de cozinha automática fica mais fácil a reprodução do que em cozinha manual, porém independente do modo de preparo, a cola está sempre sujeita a enfrentar algum desvio, seja por uma pesagem errada, uma falta de energia durante o preparo ou a entrada de uma quantidade maior ou menor de água, amido, soda ou bórax.

Os parâmetros principais que podem ser afetados são:

  • TEOR DE SÓLIDOS;
  • VISCOSIDADE;
  • PONTO GEL.

Vamos comentar sobre cada um deles e o que seria possível ser feito para tentar minimizar um desvio. Lembrando que, se você tem a opção de um tanque pulmão, a melhor alternativa sempre será a fabricação de uma nova cola e a mistura para corrigir os desvios.

TEOR DE SÓLIDOS

  • De todos os parâmetros este é o menos sujeito a apresentar algum desvio, e também o mais difícil de se identificar, haja visto que quase nenhuma fábrica faz a sua medição (os dados são baseados em cálculos teóricos), ele é diretamente proporcional ao amido adicionado, mesmo assim podem acontecer desvio para mais ou para menos, caso se consiga identificar de alguma forma que houve um problema, o que pode ser feito:
  • Teor de sólidos abaixo do esperado: Adicionar mais amido na cola pode ser uma opção, desde que a viscosidade esteja operacional, se a colagem estiver dentro do satisfatório, cuidar da temperatura da mesa quente pode ajudar a evitar ressecamento das chapas, até o consumo total da cola.
  • Teor de sólidos acima do esperado: Desde que a viscosidade esteja operacional a cola pode ser usada desta forma, apenas ajustando os GAPs de cola para uma menor aplicação, caso a viscosidade esteja acima do normal, uma pequena adição de água pode resolver a situação.

VISCOSIDADE

  • A viscosidade da cola é o ponto mais difícil de ser controlado, fatores físicos e fatores químicos tem grande influência sobre ela, uma viscosidade acima ou abaixo do esperado e fora de operacionalidade pode comprometer todo o processo de colagem.
  • Viscosidade baixa: Adicionar mais bórax na cola poderia ser uma solução, porém isto pode causar um desbalanceamento da relação soda x bórax, piorando ainda mais a situação, nestes casos a melhor opção é uma mistura com uma cola de viscosidade mais alta, ou na impossibilidade desta alternativa tentar rodar com velocidade mais baixa a onduladeira cuidando das temperaturas do papel e da mesa quente para não haver descolamentos ou ressecamento das chapas.

  • Viscosidade alta: Neste caso se o aumento não é exagerado, é possível aumentar o tempo de agitação, este cisalhamento a mais deve baixar a viscosidade, oura alternativa é a adição de uma pequena quantidade de água na cola, rodar a onduladeira com viscosidades muito altas pode trazer sérios problemas de colagem.

PONTO GEL

  • O ponto gel da cola é diretamente proporcional as quantidades de soda e bórax que são adicionados, é de extrema importância para uma colagem bem estruturada e para manutenção de altas velocidades na onduladeira, este é um parâmetro no qual após o preparo da cola alterá-lo é extremamente complicado por envolver reações químicas que nem sempre se consegue controlar, portanto adicionar mais bórax ou soda para corrigir um ponto gel não é uma boa opção, nestes casos a melhor opção é um bom controle do seu sistema (papel / onduladeira).
  • Ponto gel baixo: Opção neste caso é diminuir as temperaturas do papel para que a cola não gelatinize antes da ancoragem e diminuir o calor na mesa quente para evitar ressecamento das chapas.
  • Ponto gel alto: Neste caso o aumento da temperatura na mesa quente e a diminuição da velocidade da onduladeira podem ajudar.

Resumindo, apesar de não ser a prova de falhas, uma formulação de cola bem ajustada e um controle adequado de sua fabricação podem minimizar estes problemas, o uso de aditivos químicos na cola muitas vezes pode amenizar as variações decorrentes de qualquer desvio nos parâmetros da cola.